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Guerra Carrefour-PepsiCo no supermercado: assim afecta aos consumidores
Sem Pepsi, Lay's nem Doritos nos mais de 1.000 estabelecimentos de Carrefour em Espanha, os clientes apostam por produtos de marca branca e novidades mais económicas
Ao escrever Lay's, Doritos ou Cheetos no buscador da página site de Carrefour, a mensagem é o mesmo: "Não se encontraram resultados". Com Pepsi, em mudança, é diferente e ainda ficam existências. Quem bebe Pepsi em Espanha? Na primeira semana de 2024 Carrefour fez efectivo o veto aos produtos de PepsiCo devido a um "aumento de preços inaceitável", e os lineares têm mudado de inquilinos.
Como afecta a expulsão das bebidas e os aperitivos de PepsiCo ao consumidor? Com que produtos enchem agora sua cesta da compra? Saem ganhando ou sofrem as consequências com a mudança? Os experientes têm claro quais são e serão os efeitos da guerra Carrefour-PepsiCo.
A guerra Carrefour-PepsiCo
A expulsão dos produtos de PepsiCo dos supermercados Carrefour é "um aviso a fabricantes", assinala Emili Vizuete, director do mestrado em Comércio e Finanças internacionais da Universitat de Barcelona (UB). "Se o Grupo Carrefour endurece suas condições, será porque tem detectado que os consumidores não estão dispostos a pagar segundo que preços por umas batatas fritadas de carteira ou um refresco", acrescenta o experiente em consumo.
"A medida é impactante", aponta a consultora e formadora em marketing digital Neus Costumar, quem explica que o consumidor recebe o veto como um gesto do revendedor, que vela por seus interesses, pelo que Carrefour "sairá beneficiado em curto prazo". Depois, mais cedo que tarde, apagá-lo-á de sua memória. Deixando a teoria a um lado, como tem solventado Carrefour a expulsão dos produtos de PepsiCo nos lineares?
Uma compra mais barata
Quando as existências de Pepsi, 7Up, Lipton ou Alvalle se esgotem por completo em Carrefour, "a corrente recheará esses lineares com outros produtos e a concorrência, como o gazpacho de marca branca, a própria Coca-Bicha e os produtos de outros fabricantes, ganharão espaço no expositor de bebidas", aponta Vizuete. Uma situação que fará que muitos clientes abandonem a PepsiCo e passem a consumir os produtos de seus competidores.
Sobretudo em tempos de inflação , com os preços pelas nuvens, "o consumidor opta por alternativas mais económicas como a marca branca", coincide Costumar. Ademais, ir a Carrefour e não encontrar Pepsi "é um mau menor", acrescenta a especialista em referência ao pleno domínio de Coca-Bicha em Europa.
Mais produto local
A coisa muda quando vais a por umas batatas fritadas ou outros snacks, porque "Lay's, Doritos ou Cheetos são marcas que estão muito arraigadas", aponta Costumar sobre a expulsão destes aperitivos de PepsiCo dos mais de 1.000 estabelecimentos que tem Carrefour em nosso país.
Seguro que fabricantes espanhóis como Frit Ravich e Leng-D'or "já estarão a tentar ampliar sua faixa de produtos em Carrefour", assinala Vizuete. Enquanto, os fãs de Doritos terão que se contentar com alternativas mais económicas ou os ir procurar a outros supermercados onde si vendam estas tortitas de milho fritadas a mais de 13 euros o quilo, ou o que é o mesmo, a 3,45 euros a carteira de 260 gramas, como se de azeite de oliva virgen extra se tratasse).
Uma cesta diferente
Ao final, o consumidor perde estes produtos tão conhecidos, mas "Carrefour apertará aos fabricantes e conseguirá produtos muito similares e
mais económicos aproveitando seu poder de mercado", assegura Vizuete.
Segundo este experiente, a corrente francesa de supermercados não encherá o linear de marca branca porque se caracteriza por oferecer variedade de produto a seus clientes. Ademais, neste novo palco, o consumidor "sairá ganhando" porque terá a oportunidade de descobrir novas referências que suporão uma poupança para seu bolso.
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